terça-feira, 23 de julho de 2013

Unidos pela mesma causa



“E peço que todos sejam um”. Apesar da oração de Jesus, registrada no livro de João, criar um ambiente de comunhão e união é um desafio quando se trata da multifacetada comunidade Evangélica Tamoiense – E mais ainda, de suas lideranças. Interesses pessoais e políticos, vaidades ministeriais, incompatibilidade de agendas e até  barreiras denominacionais ainda imperam que os ministros do Evangelho caminhem lado a lado.  A falta de alguma organização de alcance regional com capacidade representativa é um problema que o Conselho de Pastores e Lideres Evangelicos de Tamoios tenta compensar, não com pouca dificuldade, mais com alguns progressos.  Uns dos que militam por essa causa é Elbio Pereira Melo, Pastor da Segunda Igreja Batista de Aquarius em Tamoios. A cada igreja que visita ele defende o engajamento dos lideres no Conselho. As primeiras reuniões para formação do Conselho de Tamoios, foram realizadas na Catedral Batista de Aquarius em 2010, onde contou com apenas 7 pastores, hoje, cada encontro recebe em media 50 pessoas, Segundo Melo. “Lutamos os céus mais abertos. Percebemos que os pastores mais amigos, intercedendo uns pelos outros”, ele comenta. O mesmo propósito de engajamento é defendido pelo presidente do CONPLET, Sergio Cunha, que já atuou na presidência dos conselhos de Pastores de Riodas Ostras e Armação dos Buzios. Para ele é comum a desconfiança no inicio do projeto. “Quando convidamos os pastores para um café de comunhão, muitas vezes a liderança pensa que há interesses pessoais ou projetos políticos por traz disso. Ninguém admite um espaço para conversar e se reciclar. É preciso vencer esta insegurança, declarou Sergio Cunha, pastor da Assembleia de Deus em Unamar – Ministerio de Madureira. Para o pastor Marco Aurélio Gomes, líder do Ministério Sai da Tenda no Samburá, esse tipo de comportamento é fruto da herança da individualidade ministerial. “ Quando estamos unidos somos mais fortes para ganharmos Tamoios para Jesus”. Segundo Sergio Cunha, quando os pastores estão unidos em comunhão fica mais fácil ser ouvido pela sociedade.

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