
“E peço que todos sejam um”. Apesar da oração de Jesus,
registrada no livro de João, criar um ambiente de comunhão e união é um desafio
quando se trata da multifacetada comunidade Evangélica Tamoiense – E mais
ainda, de suas lideranças. Interesses pessoais e políticos, vaidades
ministeriais, incompatibilidade de agendas e até barreiras denominacionais ainda imperam que
os ministros do Evangelho caminhem lado a lado.
A falta de alguma organização de alcance regional com capacidade
representativa é um problema que o Conselho de Pastores e Lideres Evangelicos
de Tamoios tenta compensar, não com pouca dificuldade, mais com alguns
progressos. Uns dos que militam por essa
causa é Elbio Pereira Melo, Pastor da Segunda Igreja Batista de Aquarius em
Tamoios. A cada igreja que visita ele defende o engajamento dos lideres no
Conselho. As primeiras reuniões para formação do Conselho de Tamoios, foram
realizadas na Catedral Batista de Aquarius em 2010, onde contou com apenas 7
pastores, hoje, cada encontro recebe em media 50 pessoas, Segundo Melo. “Lutamos
os céus mais abertos. Percebemos que os pastores mais amigos, intercedendo uns
pelos outros”, ele comenta. O mesmo propósito de engajamento é defendido pelo
presidente do CONPLET, Sergio Cunha, que já atuou na presidência dos conselhos
de Pastores de Riodas Ostras e Armação dos Buzios. Para ele é comum a
desconfiança no inicio do projeto. “Quando convidamos os pastores para um café
de comunhão, muitas vezes a liderança pensa que há interesses pessoais ou
projetos políticos por traz disso. Ninguém admite um espaço para conversar e se
reciclar. É preciso vencer esta insegurança, declarou Sergio Cunha, pastor da
Assembleia de Deus em Unamar – Ministerio de Madureira. Para o pastor Marco Aurélio
Gomes, líder do Ministério Sai da Tenda no Samburá, esse tipo de comportamento
é fruto da herança da individualidade ministerial. “ Quando estamos unidos
somos mais fortes para ganharmos Tamoios para Jesus”. Segundo Sergio Cunha,
quando os pastores estão unidos em comunhão fica mais fácil ser ouvido pela
sociedade.
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